No dia 25 de maio, o Papa Leão XIV fez um importante apelo, pedindo perdão pelo envolvimento da Igreja Católica na legitimação da escravidão. Esta declaração ocorreu durante a publicação de sua primeira encíclica, intitulada 'Magnifica humanitas', que se dirige a todos os indivíduos de boa vontade.

O pontífice classificou o passado da Igreja como uma "ferida na memória cristã" e lembrou que seu antecessor, o Papa Leão XIII, foi o primeiro a se opor à escravidão. O atual Papa reafirmou a condenação da Igreja a todas as formas de escravidão e pediu desculpas pelo tempo que a instituição levou para se posicionar contra essa prática abominável.

A encíclica também destaca a urgência de condenar a exploração de trabalhadores envolvidos na extração de recursos tecnológicos, enfatizando que é preciso evitar repetir erros do passado. O Papa alertou sobre a importância de rechaçar qualquer forma de desumanização ligada à tecnologia.

Além disso, Leão XIV fez um chamado à reflexão sobre os riscos da inteligência artificial, pedindo aos líderes políticos e empresariais que priorizem a ética em vez do lucro. A encíclica sugere que a tecnologia deve ser utilizada para promover a dignidade humana, e não ser vista como uma força adversa ao ser humano.