Uma ação coordenada entre o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e a Polícia Federal resultou no resgate de 69 ararinhas-azuis de um criadouro particular localizado em Curaçá, no sertão da Bahia. As aves serão encaminhadas para um centro de quarentena na Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco), em Petrolina, Pernambuco, com o intuito de protegê-las do circovírus, que já afetou outras aves no local.
Objetivo da Operação
A operação, realizada sem aviso prévio na manhã de quarta-feira, 27, foi elaborada pelo ICMBio e contou com o suporte do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e do Cemafauna (Centro de Conservação e Manejo da Fauna da Caatinga). A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça Federal de Juazeiro, na propriedade conhecida como Criadouro Ararinha-azul.
Histórico da Intervenção
Essa ação é a segunda fase da operação Blue Hope, que começou em dezembro passado para investigar um surto de circovírus no criadouro. A equipe do ICMBio, em vistorias anteriores, constatou que as instalações não seguiam os protocolos de biossegurança necessários, levando à aplicação de uma multa de R$ 1,8 milhão.
Reação do Criadouro
Na operação, apenas funcionários do criadouro estavam presentes, já que seu proprietário, Ugo Vercillo, não estava no local. O responsável interino, Tyson James Chapman, se absteve de fornecer detalhes sobre a operação, afirmando que apenas seguiu orientações. O criadouro expressou surpresa em relação à ação e alegou que não houve mortes recentes entre as aves.
Transferência e Quarentena
Juntamente com as ararinhas, duas maracanãs estão sendo transferidas, aves que têm auxiliado na reintrodução da ararinha-azul ao seu habitat. As aves resgatadas passarão por testes para verificar a presença do vírus nas próximas semanas, uma vez que o circovírus é altamente contagioso entre psitacídeos e não possui cura.
Compromisso com a Conservação
O dono do criadouro, que anteriormente colaborou com uma ONG de conservação, não renovou seu acordo após denúncias de irregularidades. O ICMBio enfatiza que iniciativas de conservação devem seguir diretrizes oficiais para assegurar a proteção da biodiversidade, como os planos de ação específicos para a ararinha-azul e as aves da caatinga.
