As redes celulares privativas (RCPs) no Brasil apresentam fragilidades em segurança, segundo Ricardo Guedes, country manager da OneLayer. Ele destaca a utilização de protocolos desatualizados e vulneráveis, como o SS7, além da ampliação da superfície de ataque no 5G, que se agrava com o crescente número de dispositivos de IoT conectados.
Riscos em RCPs
Guedes observa que empresas que operam redes privativas em setores como mineração e portos frequentemente não reconhecem os riscos específicos que essas redes enfrentam. Muitas vezes, elas são tratadas como meras extensões da TI convencional, sem a devida expertise em telecomunicações necessária para garantir a segurança adequada.
O executivo explica que o problema não é apenas uma questão de negligência, mas sim que as RCPs foram projetadas por equipes focadas em conectividade e não em segurança. O foco inicial estava em aspectos como cobertura e latência, enquanto a segurança era vista como uma preocupação secundária da TI, que não possui ferramentas apropriadas para esse tipo de rede.
Desafios de visibilidade e controle
A falta de visibilidade e controle sobre os dispositivos conectados é um dos principais problemas apontados por Guedes. Atualmente, diversos equipamentos, como modems industriais e veículos autônomos, estão conectados a essas redes sem o mesmo nível de supervisão que se aplicaria a um notebook corporativo. Isso gera um risco inaceitável, pois não se sabe exatamente quais dispositivos estão conectados e como seu comportamento pode ter mudado.
O country manager ressalta que a questão central não é a inexistência de segurança, mas sim uma assimetria entre as ameaças modernas e a capacidade de resposta do setor em termos regulatórios e técnicos. Essa situação exige uma atenção especial para que as redes celulares privativas possam operar de maneira segura.
Perspectivas para a OneLayer no Brasil
A OneLayer, com forte presença no mercado norte-americano, está atenta à crescente demanda por segurança em RCPs no Brasil, especialmente em setores estratégicos. Guedes aponta que o país possui um potencial significativo de crescimento, com um ambiente regulatório favorável e uma base industrial robusta.
Embora o ciclo de vendas no Brasil seja mais educativo e demorado, devido à curva de aprendizado dos compradores em gestão e segurança de redes privativas, o espaço para atuação é amplo, com menos competição estabelecida. Guedes acredita que o Brasil pode se tornar uma referência regional em RCPs, o que beneficiaria a OneLayer em sua expansão na América Latina.
Soluções oferecidas pela OneLayer
A OneLayer disponibiliza ferramentas para onboarding, visibilidade e proteção de dispositivos em RCPs. O onboarding automatiza a inclusão e configuração de dispositivos, enquanto a visibilidade permite identificar o que está conectado à rede e detectar anomalias. A proteção é garantida por uma camada de segurança integrada, que aplica políticas de segmentação de rede e controle de acesso.
Guedes destaca que a empresa aplica princípios de zero trust a ativos que normalmente não são considerados nas soluções de segurança corporativa, ampliando a proteção para áreas negligenciadas.
OneLayer no MPN Forum
Felipe Mahatma, engenheiro de soluções da OneLayer, apresentará sobre a segurança em redes celulares privativas no MPN Forum 2026, que ocorrerá no dia 16, em São Paulo. Detalhes sobre o evento podem ser encontrados no site oficial.
