A insônia, um dos distúrbios do sono mais comuns, afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Embora novos tratamentos estejam sendo desenvolvidos, como o lemborexante, a importância de mudanças no estilo de vida não pode ser subestimada.

Novas opções de tratamento

O lemborexante, aprovado recentemente no Brasil, atua como um antagonista duplo dos receptores de orexina, ajudando a regular o estado de alerta do cérebro e facilitando a transição para o sono. Diferentemente dos medicamentos tradicionais, que podem causar dependência e outros efeitos colaterais, essa nova medicação oferece uma abordagem mais alinhada aos mecanismos naturais do sono.

Atualmente, muitos tratamentos se baseiam no uso de benzodiazepínicos e drogas da classe Z, que podem trazer riscos como amnésia e sonolência residual. Segundo especialistas, o uso prolongado desses medicamentos pode levar à tolerância e dependência, complicando ainda mais a condição do paciente.

Evidências científicas

Estudos clínicos demonstraram a eficácia do lemborexante na redução do tempo para adormecer e na melhoria da qualidade do sono. No estudo SUNRISE, participantes que receberam a medicação apresentaram mais de 60 minutos adicionais de sono por noite em comparação ao grupo placebo.

Além disso, a abordagem individualizada do tratamento, sempre sob supervisão médica, é fundamental. Isso se deve ao fato de que a insônia pode estar ligada a diversos fatores, incluindo questões emocionais e comportamentais.

Estilo de vida e insônia

Um estudo recente indicou que aproximadamente 852 milhões de pessoas sofrem de insônia, uma condição exacerbada por fatores do estilo de vida moderno. A exposição a luz artificial, o aumento da conectividade e jornadas de trabalho excessivas têm contribuído para um estado de hiperalerta que dificulta o sono.

Especialistas apontam que o descompasso entre o relógio biológico e as demandas cotidianas leva muitas pessoas a buscar automedicação, o que pode agravar a situação. Por isso, a avaliação médica é essencial para determinar a abordagem mais adequada ao tratamento.

Terapias complementares

Além do uso de medicamentos, a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) tem demonstrado resultados positivos. Essa abordagem, que pode ser realizada online, combina técnicas que visam reeducar o sono, controlar estímulos e gerenciar a ansiedade relacionada ao ato de dormir.

Algumas mudanças simples no cotidiano, como evitar o uso de eletrônicos antes de dormir, manter um ambiente propício ao sono e praticar atividades físicas regularmente, podem ser determinantes para a qualidade do sono. Essas adaptações, quando integradas ao tratamento medicamentoso, podem ajudar os pacientes a alcançarem um padrão de sono mais saudável.