O Ministério da Saúde anunciou a inclusão da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) no Sistema Único de Saúde (SUS) neste mês. Este novo imunizante é eficaz contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida popularmente como pneumococo.
Substituição da VPC10
A partir da segunda quinzena de junho, a VPC20 começará a substituir a vacina pneumocócica 10-valente (VPC10) nas unidades básicas de saúde, visando a imunização de crianças com menos de 5 anos. O objetivo central dessa mudança é aumentar a proteção contra o pneumococo, que pode causar doenças graves como meningite, pneumonia e sepse.
Dados alarmantes sobre doenças pneumocócicas
Conforme dados do governo, entre 2024 e outubro de 2025, o SUS registrou mais de 34 mil atendimentos relacionados a doenças provocadas pela bactéria pneumocócica. Entre 2023 e 2025, foram contabilizados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica, resultando em 1,4 mil óbitos.
Diferenças entre as vacinas
A VPC10 foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2010, oferecendo proteção contra 10 sorotipos. O SUS também disponibiliza as vacinas pneumo 13 e polissacarídica 23 para grupos específicos. Com a introdução da VPC20, essas vacinas serão gradativamente substituídas. De acordo com Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a nova vacina amplia a proteção imunológica, especialmente contra os sorotipos que mais causam pneumonia invasiva.
Impacto positivo na saúde pública
A vacina VPC10 teve um impacto significativo na diminuição de casos graves de doenças pneumocócicas, principalmente em crianças. Desde sua implementação, a incidência de doenças pneumocócicas em crianças menores de 2 anos caiu entre 55% e 60%, enquanto os casos de meningite também apresentaram uma queda superior a 65% nessa faixa etária. A redução nos idosos ficou entre 20% e 30%. Isso demonstra a importância das vacinas na saúde pública.
Benefícios da nova vacina
Outro aspecto importante da nova vacina é a inclusão de sorotipos que possuem maior resistência a antibióticos. Isso representa um avanço significativo no combate a infecções que podem levar a complicações severas, como a perda auditiva e a infecção generalizada, que em casos extremos, pode levar à morte.
