No dia 15 de junho, o pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado, do PSD, teceu críticas contundentes à alta taxa de juros durante o VEJA Fórum Rumos do Brasil, realizado em São Paulo. Ele afirmou que o governo federal 'enrolou a população' ao criar o programa Desenrola para renegociação de dívidas.

Críticas à taxa de juros

Caiado abordou a taxa básica de juros, que atualmente está em 14,75%, e questionou a responsabilidade do governo em induzir a população a contrair dívidas. 'Quem é que enrolou a população? Para eu precisar desenrolar alguém, alguém teve que enrolar', disse, referindo-se ao incentivo governamental para que as pessoas comprassem e tomassem empréstimos.

Comparação com juros de agiota

O pré-candidato destacou que a taxa de juros atual é comparável aos juros cobrados por agiotas. 'Você que induziu as pessoas a tomar empréstimos e depois vem com esse juro exorbitante', criticou, enfatizando a necessidade de esclarecer essa situação ao povo brasileiro.

Desenrola 2.0 e renegociações

Durante o evento, Caiado também comentou sobre o programa Desenrola 2.0, que, segundo o governo, renegociou R$ 20 bilhões em dívidas de famílias. Ele ressaltou que foram realizadas 1,4 milhão de renegociações, com um desconto médio de 85% sobre o valor original das dívidas.

Impacto nas dívidas das famílias

Com os descontos oferecidos pelo programa, o montante total das dívidas foi reduzido para R$ 2,7 bilhões. Caiado destacou que a iniciativa é uma tentativa de aliviar a carga financeira das famílias, mas reforçou a crítica ao governo por sua postura anterior.

Modalidade de renegociação

No âmbito do Desenrola, os bancos estão oferecendo novos empréstimos para cobrir dívidas relacionadas a cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O programa é destinado a débitos contratados até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasados entre 90 dias e dois anos.