A operação Compliance Zero da Polícia Federal está provocando mudanças significativas entre os poderosos de Brasília. Com a recente prisão de Daniel Vorcaro e a investigação que atinge a direção do BRB e a cúpula do GDF, muitos estão adotando medidas cautelares, como a troca de chips de celulares ou até mesmo o abandono dos aparelhos.

Práticas de comunicação discretas

O presidente Lula da Silva, por exemplo, é conhecido por não ter celular desde seu primeiro mandato. Ele utiliza dispositivos de pessoas próximas, como esposas e motoristas, para evitar rastreamento. Essa prática de usar telefones de terceiros, que inclui até faxineiros e garçons, é um reflexo da cautela entre os líderes políticos.

Medida Provisória e investimentos em infraestrutura

A Medida Provisória nº 1.368, publicada na última sexta-feira (18), destinou R$ 8 bilhões para o Ministério de Portos e Aeroportos. Esses recursos visam, entre outros projetos, a expansão do Aeroporto de Congonhas em São Paulo e a recuperação do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, que enfrenta dificuldades financeiras há tempos.

Ascensão política e patrimônio

A literatura política brasileira revela que o ingresso na política pode trazer riqueza. Um exemplo é o pré-candidato do PSD ao governo de Rondônia, Adailton Fúria, cujo patrimônio aumentou em mais de 400% desde que iniciou sua carreira política. Esse crescimento foi documentado em suas prestações de contas, gerando questionamentos sobre a ética no cenário político.

Gestão elogiada na PUC-Rio

O padre Anderson Antonio Pedroso, reitor da PUC-Rio desde 2022, tem sido destacado por sua administração eficaz. Ele conseguiu reduzir o déficit estrutural da universidade e atualmente apresenta um superávit de R$ 81 milhões, além de uma reserva financeira significativa de cerca de R$ 400 milhões, sendo elogiado tanto no Brasil quanto no Vaticano.

Controvérsias em Salvador

Na Bahia, o Aterro Sanitário de Salvador enfrenta problemas, com a Justiça suspendendo a renovação de um contrato de R$ 2,67 bilhões. A operação da Battre, concessionária responsável, está sob investigação devido à prorrogação de 20 anos na concessão, que ocorreu sem licitação e gerou polêmicas ambientais.