O governo federal anunciou nesta segunda-feira (29) o lançamento do Desenrola Adimplentes, um novo programa voltado para a renegociação de dívidas. Uma das principais características do programa é a imposição de um bloqueio de seis meses nas plataformas de apostas para aqueles que aderirem ao programa.
Regras do Programa
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, tanto os beneficiários do Desenrola Adimplentes quanto os participantes do Fies Empreendedor terão o CPF automaticamente bloqueado em plataformas de apostas. Essa medida busca evitar que o crédito facilitado pelo programa seja utilizado em atividades de risco, como as apostas online, que preocupam o governo devido ao aumento do endividamento familiar.
Funcionamento do Bloqueio
O bloqueio será aplicado de forma automática, impedindo o acesso às plataformas regulamentadas no Brasil durante o período estabelecido. A medida afetará trabalhadores informais que estiverem renegociando suas dívidas através do Desenrola Adimplentes, assim como ex-alunos do Fies que desejam empreender.
Quem Pode Participar
O Desenrola Adimplentes é direcionado a pessoas que ainda não estão inadimplentes, mas que enfrentam altas taxas de juros em seus financiamentos. As principais metas são atender trabalhadores informais, que não têm acesso ao crédito consignado, e estudantes com financiamento do Fies que buscam oportunidades de empreendedorismo.
Expectativas de Atingimento
O governo espera que o programa beneficie até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil alunos do Fies. As condições de renegociação incluem um limite de até R$ 15 mil para o Crédito Pessoal Não Consignado, com pelo menos quatro parcelas já pagas e um máximo de 90 dias de atraso. A taxa de juros será de até 1,99% ao mês.
Opções para Estudantes do Fies
Para os ex-alunos do Fies, as taxas de juros podem atingir 11% ao ano (equivalente a 0,87% ao mês), com limites de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e R$ 80 mil para pessoas físicas.
Como Acessar o Crédito
As novas opções de crédito estarão disponíveis inicialmente na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, enquanto os bancos privados ainda estão avaliando a adesão às condições propostas. Para mais informações, consulte os sites oficiais das instituições financeiras.
