A partir de 20 de junho de 2026, o Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) passará a exigir a apresentação de um exame toxicológico negativo para a emissão da Permissão para Dirigir (PPD) nas categorias A (motocicletas) e B (automóveis). Essa mudança, decorrente da Lei Federal 15.153/2025, se aplica a novos processos de habilitação, incluindo a primeira habilitação e a reintegração após cassação.

Impactos nas autoescolas

Representantes de autoescolas estão preocupados com a nova exigência, acreditando que isso pode desestimular a procura por habilitação. Alessandro Dias, presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Minas Gerais (Sindicfc-MG), destacou que a implementação repentina da medida pode gerar confusão e transtornos, já que ainda não estão claras as implicações para candidatos que obtiverem resultados positivos no exame.

Processo de habilitação e exame

O Detran-MG informa que o exame deve ser realizado em laboratório credenciado e precisa ser feito após a aprovação no exame prático de direção. A PPD é um documento provisório que permite ao novo motorista um período de 12 meses para demonstrar responsabilidade ao volante antes de obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) definitiva.

Dificuldades no sistema do Detran-MG

Candidatos e autoescolas têm enfrentado problemas para acessar o sistema do Detran-MG, atrasando o início dos processos de habilitação. Muitos relataram que não conseguem realizar os cadastros necessários, o que pode complicar ainda mais a situação para aqueles que desejam iniciar suas aulas e exames.

Preocupações com custos

Além das dificuldades de acesso ao sistema, a exigência do exame toxicológico também levanta preocupações sobre custos adicionais. Wanderlei de Lanes, proprietário de uma autoescola, afirmou que isso pode ser um fator desmotivador para novos alunos, que já enfrentam desafios financeiros para obter a habilitação.

Expectativas e incertezas

Daniel Dias da Silva, um candidato à habilitação, expressou suas preocupações em relação à nova exigência, afirmando que pode desistir do processo se não conseguir resolver questões relacionadas ao exame antes da data limite. A incerteza sobre como os resultados positivos serão tratados também gera ansiedade entre os futuros motoristas, que temem que o custo extra os impeça de obter a licença.