A Nestlé está passando por uma transformação digital significativa em sua fábrica de Araras, localizada no interior de São Paulo. O Centro de Competências Técnicas da empresa monitora em tempo real o desempenho das 16 fábricas brasileiras, buscando antecipar problemas antes que impactem a produção.
Investimentos na planta de Araras
A fábrica de Araras, inaugurada em 1921, é considerada uma das mais importantes para o negócio de cafés da multinacional. A Nestlé anunciou um ciclo de investimentos de R$ 7 bilhões até 2028, dos quais R$ 1 bilhão será destinado à modernização da planta, que produz diversas linhas de produtos, incluindo Nescafé e Nescau.
Modernização e automação
As melhorias incluem a construção de uma nova torre de extração, um processo que não muda há mais de 60 anos. Também está prevista a digitalização dos processos e a automação industrial, o que permitirá um aumento de aproximadamente 10% na capacidade de produção de café solúvel.
Inteligência Artificial como aliada
De acordo com Gustavo Moura, gerente executivo de transformação digital, a Nestlé visa uma mudança cultural, onde a tecnologia atua como suporte. A estratégia se baseia em três pilares: pessoas, colaboração com startups e foco nos negócios. Essa abordagem é essencial para a transformação da fábrica.
Dados e decisões operacionais
Com a crescente digitalização, a fábrica de Araras gera uma quantidade significativa de dados. A equipe liderada por Moura tem como missão transformar essas informações em decisões operacionais. O sistema de monitoramento interno cruza dados de segurança, manutenção e desempenho, utilizando inteligência artificial para gerar relatórios automáticos e alertas.
Produção e exportação
A fábrica de Araras produz cerca de 29 mil toneladas de café, que são distribuídas tanto para o mercado interno quanto para exportação em 60 países. Fabio Kuhn, diretor da unidade, destacou a relevância da planta, que é uma das principais fábricas de Nescafé no mundo. A expansão permitirá à Nestlé sustentar seu crescimento no setor de cafés, que já dobrou de tamanho nos últimos cinco anos.
