A elefanta asiática Baby, que viveu por cerca de 30 anos no Beto Carrero World, teve seu destino definido pela Justiça de Santa Catarina. A decisão da 2ª Vara da comarca de Penha determina que Baby será transferida para o Santuário de Elefantes Brasil, localizado em Mato Grosso, em um prazo de 60 dias.

Contexto da Decisão

A ONG Princípio Animal, que moveu a ação judicial, e o Santuário de Elefantes argumentaram que a nova localização proporcionará mais espaço e a possibilidade de convívio com outros elefantes, o que é fundamental para o bem-estar do animal. Por outro lado, o parque Beto Carrero defendia que Baby deveria permanecer em seu zoológico, alegando que a elefanta já tinha uma rotina estável e uma equipe de cuidados especializada.

Histórico da Disputa

A disputa judicial começou em 2024, quando o Parque Beto Carrero anunciou o fechamento do zoológico e planejou transferir Baby para um parque em São Paulo. No entanto, a Justiça acatou o pedido da ONG e determinou que a elefanta permanecesse sob os cuidados da equipe atual no zoológico. O parque recorreu, alegando que manter a elefanta comprometia tanto seu bem-estar quanto futuros projetos de expansão.

Motivação da Decisão Judicial

Na sua decisão, o juiz ressaltou que animais são seres sencientes e que a escolha do local deve ser baseada em critérios científicos de bem-estar. O magistrado reconheceu que, embora o zoológico tenha uma infraestrutura adequada, o santuário apresenta condições superiores para atender às necessidades naturais de Baby.

Cuidados Durante a Transição

Até que a transferência ocorra, os cuidados de Baby serão compartilhados entre o Beto Carrero World e o Santuário de Elefantes. O parque também será responsável por arcar com os custos iniciais da adaptação da elefanta no novo ambiente.

Repercussão e Importância

A Princípio Animal comemorou a decisão, ressaltando que ela representa um avanço significativo no reconhecimento dos direitos dos animais. De acordo com a ONG, a sentença reflete a compreensão de que a vida de Baby não deve ser vista apenas sob a perspectiva do entretenimento humano, mas sim como um ser com dignidade e direitos próprios.