Com a recente rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado, cresce a expectativa em torno da indicação de uma mulher negra para o Supremo Tribunal Federal (STF). Movimentos sociais e entidades da sociedade civil intensificam suas campanhas para que essa vaga seja preenchida por uma jurista representativa.

Pressão por mudança

A oposição ao governo, liderada pelo senador Davi Alcolumbre, argumenta que a escolha do próximo membro do STF deve ser feita pelo vencedor das eleições de 2026, o que pode postergar a indicação. Por outro lado, o presidente Lula considera reenviar o nome de Messias, o que geraria descontentamento entre as entidades que lutam por maior diversidade na corte.

A importância da diversidade

Uma pesquisa do Datafolha revelou que 51% da população vê a escolha de uma mulher para o STF como muito importante. Além disso, 46% dos entrevistados também consideram fundamental que o indicado seja uma pessoa negra. Esses números reforçam a urgência de uma mudança nos critérios de seleção dos ministros da corte.

Lista de juristas sugeridas

A Educafro, uma organização que busca ampliar o acesso de pessoas negras à educação, enviou uma lista com 15 nomes ao presidente Lula, sugerindo que ele promova encontros com as indicadas para discutir suas candidaturas. Entre os nomes estão: Adriana Cruz, Bruna dos Santos Costa Rodrigues e Edilene Lôbo, cada uma com trajetórias notáveis e experiências relevantes.

Opiniões e críticas

Frei David, fundador da Educafro, critica a insistência de Lula em reavaliar o nome de Messias, argumentando que isso desconsidera a Convenção Interamericana contra o Racismo, que o Brasil é signatário. Ele enfatiza que a inclusão de uma mulher negra no STF seria um passo significativo em direção à representatividade e à justiça social.

Trajetórias das indicadas

Adriana Cruz, ex-secretária-geral do CNJ, e Bruna Rodrigues, juíza do TJ-CE, são exemplos de juristas que podem trazer uma nova perspectiva ao STF. Ambas destacam a necessidade de maior diversidade na corte e se mostram abertas ao diálogo sobre suas candidaturas, embora não tenham confirmado interesse em serem indicadas.