A inteligência artificial (IA) está enfrentando um momento delicado no mercado, com um número crescente de processos judiciais movidos por investidores insatisfeitos. As empresas têm sido acusadas de exagerar as promessas relacionadas à IA, apresentando-a como uma solução milagrosa para redução de custos e aumento de produtividade.

Em 2025, foram registradas 17 ações coletivas nos Estados Unidos, destacando o crescimento da insatisfação entre os investidores. Esses processos focam no que se chama de 'AI washing', uma prática semelhante ao 'greenwashing' que distorce o uso da tecnologia para melhorar a imagem institucional e, consequentemente, o valor das empresas.

A pesquisa revela que a menção à IA tornou-se quase obrigatória nas apresentações corporativas. Contudo, os resultados financeiros não refletem esse entusiasmo, levando os investidores a questionarem a real eficácia das promessas feitas pelos executivos. Em muitos casos, a IA aparece mais nas narrativas do que na prática.

Além disso, pesquisas indicam que algumas empresas utilizam a IA como justificativa para demissões, o que levanta questões éticas e legais. Esse cenário evidencia a necessidade de um olhar mais crítico sobre as promessas feitas em relação à tecnologia e seus reais impactos nas operações e resultados das empresas.