O mercado de produtos sem glúten no Brasil, consolidado em 2024, movimentou mais de R$ 1,5 bilhão e está em plena expansão. Essa evolução é impulsionada não apenas pelo aumento de diagnósticos relacionados à saúde, mas também pela popularização de uma dieta que muitos associam a um estilo de vida mais saudável.
Crescimento Global
Em nível global, o setor é avaliado em cerca de US$ 11,5 bilhões em 2026, com expectativas de que este número cresça para quase US$ 28 bilhões até 2035. O disparo nos diagnósticos de doenças como a celíaca e a sensibilidade ao glúten não-celíaca são fatores cruciais para essa ascensão.
Novos Consumidores
Além dos consumidores que precisam seguir a dieta por razões médicas, um número crescente de pessoas está adotando produtos sem glúten mesmo sem restrições, atraídas pela ideia de benefícios como a melhora da digestão e a redução de inchaço. Esse fenômeno é amplificado pelo papel de influenciadores digitais e a cultura de bem-estar.
Disponibilidade de Produtos
Antigamente, os produtos sem glúten eram limitados e difíceis de encontrar, restritos a lojas especializadas. Atualmente, eles estão amplamente disponíveis em supermercados, com uma variedade que inclui pães, massas, bolos, biscoitos e até cervejas que competem em sabor e textura com as versões tradicionais.
Novos Negócios
A evolução do mercado também se reflete no surgimento de padarias, confeitarias e restaurantes totalmente dedicados a oferecer opções livres de glúten. Esses estabelecimentos investem em práticas que garantem a segurança alimentar, evitando a contaminação cruzada, um ponto crucial para celíacos.
Desafios e Oportunidades
Embora o setor tenha avançado, os preços dos produtos sem glúten ainda são uma barreira para muitos consumidores, devido ao alto custo dos insumos e processos produtivos. Para as empresas, a chave está em aumentar a produção para reduzir custos e inovar, atendendo a um público cada vez mais exigente em relação à qualidade e segurança dos alimentos.
