Minas Gerais apresenta avanços significativos na agilidade das internações com a implementação da Central de Operações para Regulação Estadual (Core Saúde MG). Esta plataforma, que iniciou suas atividades em maio, já monitorou mais de 120 mil pacientes em seu primeiro mês, facilitando o encaminhamento para leitos hospitalares.

Aumento nas Solicitações e Menor Tempo de Espera

Durante o primeiro mês de funcionamento, a Core Saúde MG observou um aumento considerável nas solicitações diárias, que saltaram de aproximadamente 2.500 para cerca de 4.500. Apesar do crescimento no número de pedidos, o tempo médio de espera para internação foi reduzido, o que demonstra uma análise mais ágil dos casos.

Resultados Positivos na Saúde

Outro dado relevante é a redução de 36% nos óbitos em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a regulação era feita pelo sistema SUSfácil. A secretária adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, elogia a eficiência do novo sistema, que melhora o processamento das informações clínicas e a tomada de decisão dos médicos reguladores.

Segurança nas Decisões Médicas

Um dos pontos fortes da Core Saúde MG é sua capacidade de utilizar tecnologias avançadas para organizar informações dos pacientes. A plataforma inclui campos obrigatórios e protocolos assistenciais que garantem a qualidade dos dados fornecidos. Após a inserção das informações, o sistema gera indicadores de prioridade para cada caso.

Integração e Uniformidade na Regulação

A nova plataforma também proporciona uma regulação mais integrada e uniforme entre as diferentes regiões. Antes, cada macrorregião tinha seus próprios métodos, mas agora, o processo respeita as características regionais e facilita o encaminhamento para leitos compatíveis próximos ao local de origem do paciente.

Impacto na Gestão Hospitalar

Nos hospitais, a Core Saúde MG trouxe melhorias na gestão dos leitos e na comunicação com a regulação. Os Núcleos Internos de Regulação (NIR) desempenham um papel crucial na atualização das informações e na organização dos fluxos internos. Profissionais como a enfermeira Bruna Valadares destacam a segurança e transparência que o sistema proporciona, permitindo que a central identifique rapidamente qual paciente deve ser priorizado.