O presidente estadual do MDB, Newton Cardoso Jr., esclareceu que até o momento não houve conversas sobre uma possível aliança com o PT para as eleições em Minas Gerais. Ele destacou a importância de superar a polarização entre esquerda e direita no debate eleitoral do estado.
Frente ampla e desenvolvimento
Durante a inauguração do Hospital Regional de Divinópolis, evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cardoso enfatizou a necessidade de uma frente ampla que busque um compromisso com o desenvolvimento do estado. “Precisamos despolarizar a eleição em Minas Gerais”, afirmou.
Ele ressaltou que o endividamento do estado é uma questão crucial a ser discutida internamente no MDB. O pré-candidato do partido ao governo de Minas, Gabriel Azevedo, surgiu como uma alternativa viável para compor o palanque de Lula, especialmente após o senador Rodrigo Pacheco manifestar seu desinteresse pela candidatura.
Articulações políticas
A articulação em torno do nome de Azevedo tem o apoio da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que se reuniu com ele recentemente. No início do mês, os presidentes nacionais do PT e do MDB discutiram a possibilidade de uma frente ampla em Brasília.
Cardoso afirmou que a definição de uma aliança deverá ocorrer nas próximas semanas, com o início das convenções partidárias marcado para 20 de julho. “Está tudo muito aberto ainda. Vamos ter pelo menos mais 40 dias até as convenções”, explicou.
Expectativas eleitorais
O dirigente emedebista demonstrou otimismo em relação ao desempenho do pré-candidato Gabriel Azevedo nas eleições. “Estou muito confiante na possibilidade de vitória do Gabriel”, declarou.
Por fim, ao ser questionado sobre a inclusão do PT na frente ampla, Cardoso optou por não antecipar sua posição, deixando essa questão para que Azevedo se pronuncie quando for o momento apropriado.
