No último dia 19 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em Divinópolis, Minas Gerais, onde evitou se envolver em polêmicas, seguindo a estratégia já utilizada em Belo Horizonte. Durante a cerimônia de inauguração do Hospital Regional da cidade, Lula focou sua fala em defender os investimentos em saúde e educação, enquanto seus ministros aproveitaram a oportunidade para rebater críticas de adversários políticos.

Recepção calorosa e compromisso com a saúde

O presidente foi recebido com entusiasmo pelo público, recebendo aplausos frequentes durante seu discurso. Em um momento tocante, uma mulher presente na cerimônia pediu ajuda a Lula para conseguir uma casa. O presidente se aproximou, a abraçou e prometeu que “daria um jeito” de ajudá-la.

Prioridade em educação e saúde

Lula reafirmou sua “obsessão” por aumentar os investimentos nas áreas de educação e saúde, enfatizando que um governante deve enfrentar os problemas e buscar soluções. Ele criticou a visão de que educação é apenas um gasto e destacou a importância de tratar o tema com a seriedade que merece.

Silêncio sobre adversários

Em sua fala, Lula não fez menções a adversários políticos e evitou comentar sobre investigações que envolvem o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), que está sob investigação da Polícia Federal. Assim como na agenda anterior em Belo Horizonte, o presidente não concedeu entrevistas à imprensa.

Inauguração do Hospital Regional

A principal finalidade da visita foi a inauguração do Hospital Regional de Divinópolis, que agora será administrado pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). A unidade foi construída com recursos provenientes do acordo de reparação firmado com a mineradora Vale após o rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019. O hospital foi doado à universidade para fazer parte da rede federal de hospitais universitários.

Desafios na administração do hospital

A gestão do hospital ficará a cargo da Rede HU Brasil pelos próximos 20 anos, com um custo anual estimado em R$ 341 milhões. Desse total, R$ 111 milhões virão do Ministério da Saúde e R$ 230 milhões do Ministério da Educação. Apesar de Lula ter evitado confrontos, seus ministros, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fizeram discursos mais incisivos, contestando a disputa pelos créditos pela inauguração da unidade.

Disputa política em torno do hospital

Padilha, sem mencionar diretamente o ex-governador Romeu Zema (Novo), que se autodenominou o “pai e a mãe” do hospital, ressaltou que a construção da estrutura física não é suficiente sem o investimento contínuo para seu funcionamento. Ele destacou que o que realmente salva vidas é a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais de saúde e não apenas a edificação do hospital.