O ex-ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar, em no máximo 10 dias, o candidato que apoiará na disputa pelo governo de Minas Gerais. O cenário se tornou mais complexo após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) e as discussões internas sobre a possibilidade de uma candidatura própria ou uma aliança.
Nomes Cotados para a Candidatura
Em entrevista ao Blog do PCO no último sábado (13), Walfrido mencionou que a escolha está entre três nomes: Gabriel Azevedo (MDB), Jarbas Soares Júnior e Marília Campos (PT). No entanto, Marília já indicou que seu foco é uma pré-candidatura ao Senado Federal, o que pode influenciar a decisão.
Processo de Escolha
Walfrido, que se tornou um importante interlocutor de Lula nas articulações políticas em Minas Gerais, afirmou que a escolha do candidato está mais restrita após a análise de pesquisas de opinião e conversas com potenciais candidatos. A decisão final, segundo ele, é de responsabilidade exclusiva do presidente.
Reunião com Gabriel Azevedo
O ex-ministro relatou uma reunião de cerca de seis horas com Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB, em Ouro Preto, durante um evento chamado Conexão Empresarial. Após o encontro, Walfrido se comunicou com Lula, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), indicando que Gabriel pode ser um nome viável para a chapa de Lula.
Considerações sobre Jarbas Soares Júnior
Jarbas Soares também foi mencionado como uma alternativa em potencial. Walfrido destacou sua experiência à frente do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e sua trajetória administrativa como pontos favoráveis à sua candidatura. A definição sobre Jarbas, assim como sobre Marília, dependerá das decisões pessoais e das circunstâncias políticas.
Impasses Internos no PT
A indefinição sobre o candidato ocorre em um contexto de debates internos no PT sobre a necessidade de lançar uma candidatura própria ou apoiar um candidato de outra legenda. O partido condiciona eventuais alianças aos resultados de pesquisas de intenção de voto que ocorrerão ao longo de junho, analisando o desempenho das diferentes opções.
No final de maio, após a decisão de Pacheco de não concorrer ao cargo, a direção estadual do PT emitiu uma resolução afirmando ser “inadmissível que, em pleno maio de 2026”, o partido aguarde nomes externos para liderar a aliança local de Lula. Uma das hipóteses para uma candidatura própria é Sandra Goulart, ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
