Mairu Hakuwi Kuady, indígena da etnia Karajá, faleceu aos 30 anos, deixando um legado significativo para a sua comunidade e para o ativismo indígena no Brasil. Ele era doutorando em Direito em Paris, onde buscava ampliar o conhecimento e defesa dos direitos dos povos originários. A causa de sua morte não foi revelada.
Trajetória Acadêmica e Profissional
Natural da Terra Indígena São Domingos – Krehawã, em Mato Grosso, Mairu formou-se em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e obteve seu mestrado em Direito na Universidade de Brasília (UnB). Para financiar seus estudos, ele enfrentou dificuldades, incluindo a necessidade de limpar banheiros durante o ensino médio.
Contribuições e Legado
O Ministério dos Povos Indígenas expressou seu pesar pela perda de Mairu, ressaltando que sua trajetória demonstrou que a presença indígena nos espaços acadêmicos é fundamental para fortalecer identidades e conhecimentos ancestrais. Mairu era diretor geral de operações na Biofix Brasil e atuava como pesquisador no Observatório dos Direitos e Políticas Indigenistas (OBIND/UnB).
Papel Inspirador para a Comunidade
Além de suas funções acadêmicas e profissionais, Mairu foi professor voluntário da língua Inyrybè, contribuindo para a preservação cultural do povo Iny Karajá. Sua dedicação e paixão por suas raízes o tornaram um modelo para muitos jovens de diversas etnias.
Visibilidade e Protagonismo Indígena
Com frequência, Mairu foi convidado para palestras e mesas redondas, onde compartilhava sua experiência e conhecimento sobre as culturas indígenas. Ele destacou a importância de sua presença no meio acadêmico como uma forma de inspirar outras gerações, sonhando com um futuro em que os jovens indígenas alcancem suas metas.
Uma Perda Sentida
A morte de Mairu Hakuwi Kuady representa uma grande perda para a luta dos povos indígenas no Brasil. Sua trajetória e seu compromisso com a defesa de seus direitos e da cultura Karajá continuarão a inspirar muitos.
