Com a Copa do Mundo de 2026 prestes a começar, entre 11 de junho e 19 de julho, as análises sobre os impactos no setor varejista começam a ganhar destaque. Espera-se um aumento considerável na demanda por produtos como camisetas, eletrônicos e bebidas durante o evento.

Expectativas para o Varejo Esportivo

A XP Investimentos prevê que o Grupo SBF (SBFG3) será um dos principais beneficiados neste segmento, especialmente pela procura por camisetas oficiais. Além disso, o Banco Safra identificou que a Netshoes, parte do Magazine Luiza (MGLU3), também deve capturar uma significativa fatia da demanda por produtos relacionados à seleção brasileira.

Demanda por Eletrônicos

No setor de eletrônicos, o Magazine Luiza e o Grupo Casas Bahia (BHIA3) estão bem posicionados para lucrar com o crescimento nas vendas de TVs e equipamentos. De acordo com os analistas da XP, a competição entre Mercado Livre (BDR: MELI34) e Amazon (BDR: AMZO34) se intensificará devido à dinâmica de frete rápido, tornando-os os principais concorrentes neste segmento.

Crescimento nas Vendas de Artigos Esportivos

Historicamente, as vendas de artigos esportivos tendem a aumentar significativamente durante a Copa do Mundo. O BTG Pactual aponta que, no passado, as vendas de produtos relacionados ao futebol cresceram entre 20% e 40%. Para este ano, o Grupo SBF estima que venderá cerca de 850 mil camisas oficiais e 150 mil itens adicionais relacionados ao evento.

Impacto no Consumo de Bebidas

No setor de bebidas, a Heineken deve se beneficiar com o aumento do consumo em bares e restaurantes, potencializado por um clima favorável durante a Copa. O Banco Safra acredita que a combinação do evento esportivo e condições climáticas propícias criará um cenário positivo para a empresa no curto prazo.

Desafios para o Varejo Físico

Apesar das oportunidades, a Copa do Mundo também traz desafios, especialmente para o varejo físico. A XP destaca que os dias de jogos do Brasil podem coincidir com períodos de alta demanda de compras, resultando em queda no fluxo de consumidores nas lojas. Análises de dados da Cielo e Getnet durante a Copa de 2018 indicaram uma redução de 10% a 15% nas vendas nesses dias.

Com isso, espera-se que os canais digitais tenham um desempenho superior ao do varejo físico, que pode enfrentar dificuldades em atrair clientes durante os jogos. Com tudo isso, o cenário do varejo brasileiro se prepara para um evento que promete movimentar a economia.