Com o crescimento dos deepfakes e das campanhas de desinformação alimentadas pela inteligência artificial, governos ao redor do mundo estão se preparando para reforçar suas estruturas de segurança digital. A consultoria Gartner prevê que, até 2028, 40% das instituições públicas estabelecerão funções dedicadas à gestão de confiança digital, conhecidas como TrustOps.
Essas novas funções são essenciais para enfrentar as ameaças associadas à falsificação de identidade digital e às operações de desinformação como serviço (DaaS). O uso crescente de conteúdos gerados por IA representa riscos significativos tanto para a comunicação pública quanto para os sistemas internos das instituições.
Desafios e soluções propostas
Daniel Nieto, Diretor Analista Sênior do Gartner, alerta que os deepfakes podem minar a credibilidade das instituições, dificultando a distinção entre informações legítimas e falsificadas. Para fazer frente a esse desafio, recomenda-se que os Chief Information Officers (CIOs) adotem uma postura proativa, desenvolvendo estruturas permanentes de confiança digital e autenticação.
A consultoria também enfatiza que o combate à desinformação deve ser uma responsabilidade compartilhada, envolvendo não apenas as equipes de TI, mas também as áreas jurídicas, de comunicação e segurança da informação. Medidas como a criação de conselhos de confiança digital são sugeridas para monitorar a identidade digital e as atividades de desinformação.