A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, se reunirá nesta terça-feira (25) no Supremo Tribunal Federal (STF) com representantes da Advocacia-Geral da União e do Ministério da Fazenda. O objetivo da reunião é agilizar o socorro financeiro ao Banco de Brasília (BRB) em função dos prejuízos oriundos do caso do Banco Master.
Medidas em busca de recursos
Durante o encontro, que será mediado pelo ministro Luiz Fux, relator do caso no STF, Celina Leão tentará garantir a aprovação de um empréstimo que o governo do Distrito Federal quer contratar com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e bancos privados. O valor do empréstimo é de R$ 8,8 bilhões e precisa ser injetado no BRB até o dia 29, conforme estipulado pelo governo local.
Diálogo com o governo federal
Recentemente, a governadora tentou estabelecer um canal de diálogo com o Palácio do Planalto, porém o presidente Lula não atendeu ao seu pedido de reunião. Essa tentativa foi mediada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, e por outras lideranças políticas, mas não obteve sucesso.
Pedido de acesso a recursos
Além disso, o governo do Distrito Federal solicitou ao ministro André Mendonça, responsável pela investigação do Banco Master, o acesso a R$ 9 bilhões que estão nas carteiras de crédito do Credcesta, que foram adquiridas do Master. Esses recursos são vistos como garantia para o empréstimo necessário ao BRB.
Impactos da liquidação do Banco Master
Celina Leão afirmou que, na ausência de apoio do governo federal, pretende usar esses R$ 9 bilhões como uma solução alternativa. Com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, os pagamentos relacionados a esses empréstimos estão sendo direcionados ao liquidante do banco, Daniel Vorcaro.
Consequências para o BRB
A governadora enfatizou a importância do fluxo de crédito do Credcesta, que vale R$ 9 bilhões e deveria estar sob a gestão do BRB, mas atualmente está com o liquidante. Ela alertou que o BRB está provisionando perdas em relação a esse fluxo, que deve servir como uma garantia, enquanto a situação está sendo discutida no STF. A injeção de recursos é uma exigência do Banco Central para que o BRB não fique fora das normas bancárias, já que o prazo para a publicação das demonstrações financeiras de 2025 foi descumprido.
