O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), revelou em entrevista ao SBT News que não planeja realizar alterações na reforma da Previdência aprovada em 2019, caso seja eleito em outubro. Essa informação foi inicialmente confirmada pelo coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN).

Compromisso com o Salário Mínimo

Flávio também enfatizou a intenção de manter a atualização do salário mínimo acima da inflação, que atualmente está fixado em R$ 1.621. Ele acredita que é fundamental garantir que as pessoas tenham dignidade em suas casas, principalmente aquelas que mais necessitam de proteção.

Ajustes Fiscais e Críticas ao Governo

Durante a entrevista, o senador afirmou que o foco deve ser a economia, eliminando os desperdícios de recursos públicos. Ele criticou a atual equipe econômica do governo Lula e indicou a necessidade de um "tesouraço" em impostos e ministérios, além de desburocratizar processos e reduzir despesas, incluindo a privatização de empresas estatais.

Propostas para o Futuro

Flávio destacou que a implementação de um ajuste fiscal é crucial para garantir que as despesas se adequem às receitas, facilitando a redução da taxa de juros e promovendo a geração de empregos. Ele mencionou a importância de ter profissionais competentes gerenciando estatais e sugeriu que os imóveis da União poderiam ser utilizados para criar fundos de gestão.

Possíveis Nomes para o Ministério da Economia

Questionado sobre a formação de sua equipe econômica, Flávio disse que ainda não há definições, mas que estão sendo consideradas pessoas bem posicionadas no setor privado. Entre os nomes cogitados, estão Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e outros profissionais renomados da área econômica.

Considerações Finais

Além de Campos Neto, outros nomes como Mansueto Almeida, Gustavo Montezano e Daniella Marques também têm sido mencionados para integrar a equipe, mas a decisão final ainda não foi tomada. Campos Neto, atualmente no Nubank, sinalizou que não deseja voltar a cargos públicos.