Gabriel Azevedo, ex-vereador de Belo Horizonte e um dos nomes cogitados pelo PT para as eleições em Minas Gerais, apresenta um histórico político controverso, marcado por momentos de oposição ao partido. Entre suas ações mais notáveis está a assinatura de um pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Trajetória Política

Azevedo, que atualmente é presidente da Câmara Municipal de BH e atua desde 2023, iniciou sua carreira política aos 19 anos, filiado ao PSDB. Ele foi um dos fundadores do movimento jovem "Turma do Chapéu", que visava modernizar a militância tucana e se engajou nas campanhas de Antonio Anastasia e Aécio Neves em 2010.

Em 2016, Azevedo se destacou ao apresentar um pedido de impeachment contra Dilma, alegando que sua nomeação de Lula para a Casa Civil era uma tentativa de obter foro privilegiado. Recentemente, ele declarou que também redigiu um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro, criticando-o severamente.

Conversa com o PT

Nos últimos dias, Azevedo tem se reunido com lideranças do PT, incluindo o presidente nacional Edinho Silva. O diálogo gira em torno de uma possível aliança, com o PT já estabelecendo coligações com o MDB em outros estados, como Alagoas e Pará.

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, é uma das principais defensoras da parceria, embora a resistência interna ao ex-vereador seja significativa dentro do partido. Azevedo tenta minimizar seu passado conturbado, usando o exemplo de Geraldo Alckmin, que foi opositor de Lula e agora ocupa o cargo de vice-presidente.

Divisões no PT

No entanto, a insistência de Lula em apoiar o senador Rodrigo Pacheco, que também é a favor do impeachment de Dilma, gerou descontentamento entre os membros do PT mineiro. A situação se complica com a proximidade das eleições e a necessidade de definir rapidamente uma estratégia no segundo maior colégio eleitoral do Brasil.

Além de Azevedo, outras opções estão sendo consideradas, como apoiar candidatos do PSB ou lançar um nome próprio do PT, embora haja dificuldades em encontrar figuras que sejam viáveis e dispostas a entrar na disputa. O ex-prefeito Alexandre Kalil também foi sondado, mas ainda existem desavenças entre ele e o PT após a eleição de 2022.