Uma colaboração entre a cidade de Jaguarão, no Sul do Rio Grande do Sul, e a penitenciária local está trazendo benefícios significativos aos cofres públicos e à população. Através da produção de fraldas e absorventes, a iniciativa gera uma economia aproximada de R$ 20 mil por mês.
Funcionamento do projeto
Os detentos realizam a produção em uma fábrica instalada dentro do presídio. A prefeitura fornece as máquinas e os insumos necessários, enquanto os apenados recebem 75% do salário mínimo, aprendem um ofício e têm a possibilidade de remição de pena. O delegado regional da Polícia Penal, Eduardo Araujo Vieira, destaca que o projeto visa promover a reintegração social dos detentos.
Produção e demanda
A fábrica é responsável pela confecção de cerca de 5 mil itens mensais, que incluem fraldas geriátricas, infantis e absorventes. Vieira ressalta que não há desperdício, com a produção utilizando retalhos para fabricar, por exemplo, 2.300 fraldas e 850 absorventes em apenas uma semana.
Resolução de problemas de abastecimento
O prefeito Rogério Cruz comenta que a parceria tem sido crucial para resolver a escassez desses produtos essenciais na cidade. Antes, a população enfrentava longas esperas de até 20 dias para receber os itens necessários para a saúde.
Impacto na comunidade
Com uma população envelhecida, Jaguarão possui uma alta demanda por fraldas e absorventes. O prefeito destaca que cerca de mil pessoas estão acamadas e dependem desses suprimentos. A produção local tem aliviado a pressão sobre as famílias que enfrentam dificuldades financeiras, como explica Ester Leivas, assistente social da Santa Casa.
Depoimentos dos beneficiados
A aposentada Nara Marli Barbosa Ney menciona que sua irmã, uma das beneficiadas, não tem condições de comprar os produtos, enfatizando a importância da doação. A secretária Josiane Marques da Silva complementa que a iniciativa não apenas oferece apoio material, mas também promove dignidade para muitas famílias que não podem arcar com esses custos.
