Com a Copa do Mundo FIFA 2026 marcada para começar em 11 de junho, a atenção dos torcedores não deve se restringir apenas a passagens e vistos, mas também à vacinação. Especialistas reforçam que, embora algumas vacinas não sejam obrigatórias na fronteira, a falta delas pode representar um risco à saúde durante o evento.

Riscos das doenças que retornaram

O sarampo, por exemplo, é um dos principais focos de preocupação. Depois de ser eliminado no Brasil em 2016, o vírus ressurgiu em 2018 e continua a circular em várias partes do mundo. A Organização Mundial da Saúde notificou um aumento significativo de casos, especialmente na Europa e nas Américas.

A recomendação da CDC é clara: todos os viajantes internacionais devem estar vacinados com a vacina tríplice viral (SCR ou MMR) antes de viajar. Especialistas alertam que o sarampo é extremamente contagioso, podendo uma pessoa infectada transmitir a doença para até 18 pessoas não vacinadas em ambientes lotados, como um estádio.

Coqueluche e outras preocupações

Além do sarampo, a coqueluche também está em ascensão em diversos países, incluindo Brasil e EUA. A vacina dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, é recomendada para adultos que não receberam reforço nos últimos dez anos. A coqueluche, muitas vezes considerada uma doença infantil, pode ser fatal para bebês.

Atenção redobrada no México

Entre os países anfitriões, o México requer cuidados adicionais. Cidades como Guadalajara e Cidade do México têm padrões de saneamento variados, elevando o risco de doenças transmitidas por água e alimentos, como hepatite A e febre tifoide. A vacina contra hepatite A é fortemente recomendada para todos os que planejam viajar para o país.

Importância da febre amarela

Embora a febre amarela não seja exigida para entrada no Brasil, é aconselhável que os viajantes verifiquem se estão vacinados, especialmente aqueles que farão escalas em países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). A vacina é gratuita e deve ser aplicada com pelo menos dez dias de antecedência.

Preparação e cuidados adicionais

Para se preparar, é essencial consultar um médico ou clínica de medicina do viajante entre quatro a seis semanas antes da viagem. Além da vacinação, é importante adotar medidas preventivas, como higienização das mãos e uso de máscara em locais com grande aglomeração. A contratação de um seguro saúde internacional também é recomendada para evitar altos custos em caso de hospitalização.