A Reforma Tributária que está em andamento no Brasil apresenta um cenário desafiador para as empresas, que precisam se adaptar a novas regras e processos. A transição, que se estende até 2033, promete complicar a estrutura tributária do país antes de trazer qualquer simplificação a longo prazo.

Desde janeiro de 2026, as empresas foram obrigadas a adaptar seus sistemas para um novo modelo híbrido de tributação, que inclui a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Essa mudança requer a manutenção de duas lógicas tributárias paralelas, aumentando a complexidade e exigindo uma revisão abrangente de processos e sistemas.

Desafios e Riscos

O principal desafio enfrentado pelas empresas é a adaptação tecnológica, mencionada como um problema por 54% das organizações segundo pesquisa da Lumen IT. A implementação de novos sistemas requer não apenas a criação de novos campos, mas uma reavaliação completa das regras de negócios e fluxos de informação.

Além disso, a reforma traz implicações diretas nos documentos fiscais eletrônicos, que agora têm mais campos obrigatórios e regras de validação. Os impactos operacionais serão profundos, e empresas que não se adaptarem rapidamente poderão enfrentar sérios problemas, como a rejeição de documentos fiscais e atrasos nas operações.