A Copasa, empresa de saneamento de Minas Gerais, divulgou nesta quinta-feira (28) que o preço mínimo para suas ações na oferta pública secundária será de R$ 47,23. Esta decisão foi tomada pelo governo do estado, que é o acionista vendedor nesta operação.

Alterações no cronograma

Além do preço, o cronograma da oferta também passou por mudanças. A nova data para a fixação do preço das ações foi alterada para 11 de junho, adiando a previsão anterior em nove dias. Essa mudança se deve a uma análise das ofertas apresentadas por investidores, que não atingiram o valor esperado pelo governo mineiro.

Redução da oferta de ações

No novo prospecto, a quantidade de ações adicionais também foi diminuída, passando de 19,13 milhões para 19,03 milhões. A oferta base, no entanto, permanece em 171,11 milhões de ações. Essa alteração indica uma adaptação diante da realidade do mercado e das ofertas recebidas.

Impacto no mercado

Na quarta-feira (27), ao anunciar a mudança no cronograma, as ações da Copasa apresentaram uma queda de 4,52%, sendo cotadas a R$ 50,85. Essa desvalorização fez com que a empresa liderasse as baixas na Bolsa de Valores, que encerrou o dia com uma queda de 0,47%. Em um momento do pregão, as ações chegaram a recuar 7,32%.

Movimentação financeira significativa

A Copasa protocolou seu pedido de oferta pública secundária de ações na última quinta-feira (21) e estima que a operação pode movimentar mais de R$ 10 bilhões. Caso a venda dos lotes base e adicional se concretize, o governo de Minas Gerais deixará de ter sua participação de 50,03% na empresa, marcando um importante passo na privatização da estatal.

Supervisão do TCE-MG

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) está acompanhando de perto todo o processo de privatização e solicitou à Copasa esclarecimentos sobre as razões que levaram à alteração no cronograma da oferta pública. A corte busca entender os "fatores supervenientes" que impactaram a oferta de ações e quais condições estão sendo alteradas.