O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou um bloqueio de R$ 300 milhões, representando 15% de seu orçamento total para o ano. Essa medida poderá impactar cerca de 80% dos 102 mil bolsistas da fundação em um futuro próximo.
Impacto no pagamento das bolsas
O presidente do CNPq, Olival Freire Junior, confirmou à Folha que, se o bloqueio não for revertido, os pesquisadores que recebem bolsas do conselho serão os mais afetados. Atualmente, apenas cerca de 20% dos bolsistas obtêm financiamentos de outras fontes, como convênios e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Compromisso do governo
De acordo com Olival, a fundação foi informada sobre o bloqueio no dia 10 de junho e ainda não há uma previsão para a liberação dos recursos. Ele enfatizou que a maioria dos recursos bloqueados é destinada ao pagamento de bolsas, o que representa cerca de dois meses de pagamento para os pesquisadores.
Contato com o governo
Assim que o bloqueio foi anunciado, a ministra da Ciência, Luciana Santos, entrou em contato com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Olival expressou confiança no compromisso assumido pelos ministros para resolver a situação.
Situação orçamentária do CNPq
Atualmente, o CNPq tem um orçamento de aproximadamente R$ 1,9 bilhão para 2026, após uma recomposição orçamentária em janeiro deste ano. O ministério responsável não respondeu até a publicação da matéria, mas afirmou que o bloqueio total deste ano foi elevado para R$ 23,7 bilhões devido a um novo regime fiscal.
Problemas adicionais com pagamentos
Além do bloqueio, o CNPq enfrentou problemas com o processamento de pagamentos, resultando em atrasos na liberação de recursos para alguns bolsistas. Embora a maioria das pendências tenha sido regularizada, ainda há 103 bolsas que não foram pagas. A entidade se manifestou lamentando os transtornos e se comprometeu a normalizar a situação o mais rápido possível.
