A cibersegurança se consolidou como um pilar estratégico nas empresas brasileiras, passando de uma mera preocupação operacional para um motor de negócios. A pesquisa Barômetro da Segurança Digital, realizada pela Mastercard em parceria com o Instituto Datafolha, revela que o avanço da digitalização e o aumento dos riscos cibernéticos impulsionaram essa mudança.
Crescimento da Maturidade em Cibersegurança
Dados do estudo mostram que 75% das empresas brasileiras agora contam com uma área dedicada à cibersegurança, um aumento significativo em relação aos 35% registrados em 2022. Para as pequenas empresas, esse crescimento foi ainda mais notável, saltando de 23% para 66%. Segundo Leonardo Carissimi, vice-presidente de Produtos e Soluções de Segurança da Mastercard, essa transformação é resultado da crescente dependência da tecnologia.
Regulação e Conscientização
A evolução no campo da cibersegurança também é atribuída a um ambiente regulatório mais rigoroso. As empresas estão investindo mais em segurança devido ao aumento das exigências relacionadas à proteção de dados e à conformidade. Carissimi destaca que muitas pequenas e médias empresas (PMEs) passaram por um processo acelerado de conscientização sobre a importância de se proteger contra ataques digitais.
Ferramentas de Proteção e Investimentos
A Mastercard lançou recentemente ferramentas como o My Cyber Risk e o Identity Theft Protection, que ajudam as empresas a monitorar sua exposição digital e a proteger suas informações. O estudo também revela que 53% das empresas priorizam a cibersegurança em seus orçamentos, um aumento considerável em relação aos 23% na pesquisa anterior.
Formação e Preparação das Equipes
O levantamento indica que 89% das empresas realizam treinamentos de segurança para seus funcionários, enquanto 96% promovem testes periódicos de segurança. Além disso, 86% possuem planos formais de resposta a incidentes, evidenciando um avanço significativo na preparação das equipes em relação a ameaças cibernéticas.
Desafios e Oportunidades Futuras
Entre as principais preocupações, destaca-se o uso de Shadow IT, onde funcionários utilizam softwares não autorizados, e o uso de e-mails pessoais no ambiente corporativo. A pesquisa também aponta um crescimento na adoção de tecnologias como biometria e inteligência artificial, que estão se tornando essenciais na proteção digital.
