Nesta sexta-feira (29), o Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a proibição do uso do PMMA (polimetilmetacrilato) em todo o Brasil. A decisão se aplica a qualquer utilização da substância como preenchedor, tanto para fins estéticos quanto reparadores, e entra em vigor na próxima terça-feira (2).

Exceções à Proibição

A única exceção à nova regra se refere ao tratamento de lipodistrofia em pacientes portadores de HIV/aids. Esses procedimentos devem ser realizados em unidades de alta complexidade e com a autorização do Sistema Único de Saúde (SUS).

Motivação da Proibição

A decisão do CFM foi impulsionada por um incidente trágico que resultou na morte de uma mulher de 48 anos após um procedimento estético em São Paulo. Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira apresentou complicações severas após a aplicação do PMMA nos glúteos e coxas, levando à sua morte.

Reações de Especialistas

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) também se manifestou a favor da proibição, lamentando a morte relacionada ao uso do PMMA e reiterando sua posição contrária ao uso da substância em tratamentos estéticos e cosmiátricos.

Nota Oficial do CFM

Em uma nota oficial, o CFM destacou que a Resolução nº 2.461/2026, que formaliza a proibição, será publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 2 de junho. O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e a relatora da resolução, a cirurgiã plástica Graziela Bonin, estarão presentes em uma coletiva de imprensa para discutir a decisão.

Considerações Finais

A proibição do PMMA reflete uma crescente preocupação com a segurança dos procedimentos estéticos e a necessidade de regulamentações mais rigorosas. Especialistas e órgãos de saúde continuam atentos a práticas que possam colocar em risco a saúde dos pacientes.