A Câmara Municipal de Varginha, localizada no Sul de Minas Gerais, deu início a um processo que pode levar à cassação do vereador Cássio Chiodi, membro da oposição e do partido Solidariedade. O embate político entre a base do prefeito Leonardo Ciacci (PSD) e a oposição se intensifica com essa decisão.

Abertura do Processo

No último dia 3 de junho, foi aprovada uma solicitação da Prefeitura pedindo a abertura de um processo para avaliar a conduta ética do vereador Chiodi. A gestão municipal alega que diretores de escolas infantis e de Ensino Fundamental assinaram um abaixo-assinado que denuncia o vereador por sua atuação durante visitas a esses locais.

Acusações e Defesa

As acusações mencionam que Chiodi teria agido de forma a “gerar inquietação” entre professores, alunos e funcionários durante as fiscalizações. No entanto, o vereador se defende, afirmando que sua atuação é legítima e visa garantir mais recursos para as instituições de ensino da cidade.

Fiscalização e Apoio dos Professores

Chiodi enfatizou que é reconhecido por sua fiscalização das repartições públicas e que suas ações não têm a intenção de expor os servidores ou os serviços oferecidos. Ele destacou que o Sindicato dos Profissionais do Magistério de Varginha (Sinpromag) manifestou apoio às suas iniciativas, evidenciando que a fiscalização é em benefício da comunidade escolar.

Posicionamento da Câmara

Em resposta ao processo, a Câmara Municipal informou que a maioria dos vereadores votou a favor da abertura do procedimento de cassação. A comissão responsável terá um prazo de 90 dias para investigar, coletar provas, ouvir as partes envolvidas e elaborar um relatório final que será apresentado ao plenário para deliberação.

Silêncio da Prefeitura

Por sua vez, a Prefeitura de Varginha optou por não se manifestar sobre o caso até o momento, mantendo-se em silêncio enquanto o processo avança. A situação continua a gerar debates acalorados dentro da Câmara e entre a população.