O bordado, uma arte que atravessa gerações, ganha destaque na Quermesse da Mary – Edição Bordada, que acontece em Belo Horizonte entre os dias 12 e 14 de junho de 2026. O evento reúne diversos artistas que utilizam suas habilidades manuais como forma de resistência e linguagem artística, promovendo uma experiência única.

O Luxo do Feito à Mão

A designer e curadora Mary Arantes, idealizadora do evento, enxerga um retorno ao essencial com esta edição. Mary afirma que o bordado nunca desapareceu, mas sim adquiriu um novo valor, onde o feito à mão se torna um símbolo de luxo em um mundo de produção em massa. “O bordado é uma resposta à vida moderna e ao consumo desenfreado”, destaca.

Artistas e suas Narrativas

Dentre os participantes, o Instituto Renato Imbroisi se une à Absolutamente Necessaire, trazendo o saber artesanal do sul de Minas e a estética urbana de São Paulo. Peças bordadas à mão contam histórias diárias e retratam a beleza das paisagens rurais. O evento promove um diálogo entre diferentes culturas e tradições, conectando criadores e o público.

Inovações no Bordado

Artistas como Tati Polo e Douglas Tavares exploram o bordado como uma forma de expressão cultural, utilizando cores naturais e referências à moda brasileira. Com cada peça, eles criam um elo entre o passado e o presente, mostrando que o bordado é mais que uma técnica: é uma narrativa viva.

Gastronomia em Foco

A Quermesse também conta com uma ala gastronômica que traz sabores mineiros reinventados. A marca Aparesidra, por exemplo, oferece uma sidra artesanal que destaca a pureza da maçã. Já a Dama de Empadas transforma o simples lanche em uma experiência culinária elaborada, e o café da Cafem apresenta uma narrativa feminina de empoderamento através do sabor.

Um Convite à Reflexão

O evento é um convite para desacelerar e valorizar o tempo que se dedica a criar. Cada bordado, cada prato, e cada interação é uma oportunidade de recordar a importância das tradições e da arte manual. Ao final, a Quermesse da Mary se revela como uma celebração da memória, da cultura e da resistência, onde o tempo é percebido de forma diferente.