A União Europeia anunciou que o veto à importação de carne brasileira não possui uma data definida para ser suspenso. Segundo autoridades da UE, a reabilitação do Brasil está atrelada ao ciclo de vida de cada cadeia produtiva, especialmente em relação ao uso de antimicrobianos.

Dependência de Fatores Variáveis

A diretora Eva Zamora Escribano, da DG Sante, ressaltou em uma reunião que é impossível prever quando o Brasil poderá ser reintegrado ao mercado europeu. A decisão depende de múltiplos fatores que ainda precisam ser cumpridos.

Fatores de Reabilitação

De acordo com a Comissão Europeia, a reabilitação do Brasil será influenciada por dois principais elementos: o tempo que levará para implementar novas medidas legislativas e de controle, e os ciclos de produção de cada cadeia. Atualmente, o abate de bovinos para exportação pode ocorrer a partir de 18 meses, mas os ciclos produtivos podem ser mais longos.

Auditorias e Treinamentos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foi contatado para comentar sobre as declarações da Comissão, mas não respondeu até o fechamento da reportagem. O ministério europeu confirmou que o Brasil não poderá exportar carne a partir de 3 de setembro deste ano até que as garantias necessárias sejam apresentadas.

Medidas de Preparação

Um documento do Mapa revelou que uma auditoria in loco foi programada entre 4 e 15 de maio para avaliar o sistema de controle da produção de carne bovina destinada à UE. Para se preparar, o Mapa ofereceu um curso prático sobre os requisitos de exportação, visando padronizar a atuação dos servidores nas fiscalizações.

Novas Diretrizes e Impactos

No dia 12 de maio, a UE excluiu o Brasil da lista de países habilitados para exportação, o que surpreendeu o ministro da Agricultura, André de Paula. Ele destacou que a decisão afetou não apenas a carne bovina, mas também aves, ovos, pescado e mel.

Política de Saúde Única

A UE enfatizou que as novas regras são parte de uma política de 'saúde única' e combate à resistência antimicrobiana, considerada uma das maiores ameaças à saúde pública. As restrições já eram aplicadas a produtores europeus desde 2022, buscando garantir a segurança alimentar e a saúde pública.