O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou, na última quarta-feira (10/6), o afastamento cautelar do prefeito de Três Marias, Danilo Rezende, do partido Republicanos. A decisão foi tomada em resposta a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que investiga o prefeito por supostas irregularidades, incluindo crimes de responsabilidade, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.
Proibições e reações
Com o afastamento, Danilo Rezende está proibido de acessar as dependências da prefeitura e de órgãos vinculados à administração municipal. O processo que envolve a investigação tramita em sigilo. Em uma postagem nas redes sociais, Rezende expressou que está tranquilo quanto à situação e acredita que as apurações vão comprovar a legalidade de suas ações.
Contexto das investigações
O prefeito, que está em seu primeiro mandato, afirmou que não estava em Três Marias no momento da operação, pois estava em Brasília em busca de recursos para o município. Ele ressaltou que não tem relação direta com a contratação de transporte escolar, área que está sob responsabilidade do vice-prefeito, José Augusto Mesquita, do partido Avante, que agora assume interinamente a gestão municipal.
Defesa e alegações
O advogado de Rezende, Antônio Carlos Suppes Doorgal de Andrada, declarou que as investigações confirmarão a inocência do prefeito, ressaltando que o caso está sob segredo de Justiça. Ele acredita que, uma vez apresentados os esclarecimentos, a Justiça restabelecerá o mandato de Rezende, que foi legitimamente eleito pela população.
Operação Hipócrates
O afastamento de Danilo Rezende veio logo após a deflagração da Operação Hipócrates, realizada pelo MPMG em parceria com a Polícia Civil e a Receita Estadual. A operação, que leva o nome do pai da medicina, resultou em 30 mandados de busca e apreensão em locais ligados aos investigados, incluindo a sede da prefeitura. O objetivo era coletar provas e interromper práticas ilícitas.
Denúncias anteriores
Antes da operação, o ex-procurador-geral do município, Bruno Rafael Souza Nascimento, foi exonerado e fez uma carta aberta à população denunciando irregularidades administrativas. Ele alertou os gestores sobre a necessidade de cautela ao assinar documentos e contratos, mencionando que havia diversas situações de improbidade administrativa. A prefeitura não respondeu aos pedidos de informação sobre o caso.
