No dia 9 de junho, a Marinha dos Estados Unidos utilizou um barco-drone da empresa Saronic para realizar o resgate de pilotos de um helicóptero Apache que havia sido atingido nas proximidades do Estreito de Ormuz. Essa operação representou um dos primeiros testes práticos das capacidades de resgate da força em um ambiente de combate.
Detalhes do Barco-Drone
A embarcação utilizada no resgate foi o Corsair, um barco autônomo de 7,3 metros, que pode atingir velocidades superiores a 35 nós e possui um alcance que ultrapassa mil milhas náuticas. Além do Corsair, a Saronic desenvolve outras duas embarcações principais: o Mirage, de 15,8 m, e o Marauder, de 54,8 m, todas movidas a diesel.
Características do Corsair
O Saronic Corsair possui as seguintes especificações: comprimento de 7,3 m, velocidade máxima de 35 nós, alcance de mais de 1.800 km e uma carga útil de 453,5 kg. A empresa também oferece embarcações menores e elétricas, todas com capacidade de operar de forma autônoma e serem controladas por um único operador que pode gerenciar até 100 unidades simultaneamente.
Investimento e Crescimento da Saronic
A Saronic, avaliada em US$ 9,2 bilhões, atraiu investimentos significativos de fundos de defesa, como 8VC e Andreessen Horowitz. Recentemente, a empresa levantou US$ 1,75 bilhão em uma rodada de financiamento, enquanto o investimento em tecnologia de defesa disparou, atingindo US$ 29 bilhões em 2025.
Inovações e Prototipagem
A Saronic construiu seu primeiro protótipo em menos de seis meses, adaptando uma balsa da Amazon. A empresa atualmente emprega cerca de 1.600 pessoas e possui instalações nos EUA, Reino Unido e Austrália, com capacidade para produzir milhares de embarcações anualmente em suas instalações no Texas.
Visão para o Futuro
Embora o resgate de pilotos tenha sido um destaque, a Saronic tem como objetivo maior minimizar a exposição de militares a situações de perigo. Segundo o CEO Dino Mavrookas, a ideia é substituir a presença humana por robôs em operações arriscadas, reforçando a segurança das tropas. A empresa se uniu à Força-Tarefa 59, a primeira unidade de inteligência artificial e drones da Marinha, destacando seu papel na evolução das operações navais autônomas.
