Um recente estudo da Organização Europeia de Patentes (OEP) e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) revela que o Brasil se destaca como o principal país na deposição de patentes na América Latina e Caribe. Entre 2016 e 2020, quase metade dos pedidos de patentes da região foram feitos no Brasil, reforçando seu papel como a maior economia da área.

As indústrias que utilizam intensivamente patentes, como a automotiva e a farmacêutica, são responsáveis por uma significativa parcela do PIB do Brasil, representando 16% do valor agregado da manufatura e gerando mais de 750 mil empregos. Além disso, essas indústrias apresentam níveis de produtividade e salários acima da média, com um prêmio salarial que pode chegar a 50% em comparação a outros setores.

No entanto, o estudo também aponta que a América Latina e o Caribe continuam a ser importadores líquidos de tecnologia, com mais de 85% dos pedidos de patente na região sendo feitos por requerentes estrangeiros. Essa dependência de tecnologias externas destaca a necessidade de um ecossistema de inovação mais robusto e políticas públicas que incentivem a pesquisa e desenvolvimento local.

Com um potencial significativo de inovação ainda a ser explorado, o estudo sugere que uma colaboração mais estreita entre instituições de pesquisa e a indústria é crucial. Ao fortalecer laços e promover a transferência de tecnologia, a região poderá reduzir sua dependência de inovações estrangeiras e maximizar os benefícios econômicos de suas invenções locais.