O Banco Central (BC) revelou sua intenção de adicionar novos serviços ao sistema Open Finance, com foco na portabilidade de salários e investimentos. Matheus Rauber, chefe de subunidade do BC, destacou essa iniciativa durante um painel no evento Apix, realizado em São Paulo.

Desenvolvimentos e Estratégias

Rauber enfatizou que a evolução do Open Finance está atrelada ao engajamento das instituições financeiras e ao monitoramento contínuo dos dados envolvidos. Para Elcio Calefi, CIO da Associação Open Finance Brasil, a gestão do fluxo de informações transcende o cumprimento de normas e se tornou uma questão estratégica, centrada em qualidade de dados e governança.

O painel também discutiu a jornada otimizada, que promete integrar o consentimento de pagamentos e o compartilhamento de dados, eliminando a necessidade de redirecionamentos entre aplicativos. Atualmente, essa nova abordagem está em fase de testes e deve ser concluída em junho, focando inicialmente em limites e saldo disponível.

Exemplos Práticos e Desafios

Instituições como Nubank e Sicredi já utilizam o Open Finance para oferecer diferentes funcionalidades aos clientes. O Nubank, por exemplo, ajuda os usuários a evitar juros desnecessários ao alertá-los sobre o uso do cheque especial. Por outro lado, a cooperativa Sicredi utiliza dados do sistema para personalizar produtos e facilitar o Pix automático para pequenas empresas.

Entretanto, o público de pessoa jurídica ainda representa um desafio para o ecossistema. Calefi observou que a percepção de que o Open Finance é voltado apenas para pessoas físicas precisa mudar, e simplificar a jornada de autorização para empresas com múltiplos sócios é crucial, um tema que o Banco Central já considera prioritário.