Na próxima quarta-feira (24), a mistura de etanol na gasolina será oficialmente aumentada de 30% para 32%, conforme anunciou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante visita a Mato Grosso no último sábado (20). A medida, que será aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), tem como objetivo trazer diversos benefícios ao país.
Impactos na economia e meio ambiente
De acordo com Alckmin, a elevação da proporção de etanol no combustível não só deve contribuir para a redução dos preços da gasolina, como também promoverá vantagens ambientais significativas. "Aumentar a mistura de etanol ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos e ainda estimula a agricultura e a agroindústria", afirmou.
Redução na dependência de importação
O governo federal estima que a nova medida pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importar gasolina. Esse volume é considerado suficiente para que o Brasil possa se tornar autossuficiente em relação ao abastecimento desse combustível.
Caráter temporário da medida
Em abril, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já havia sinalizado que esta alteração terá um caráter excepcional e temporário, com validade inicial de 180 dias. A prorrogação desse prazo dependerá de uma nova avaliação do CNPE.
Logística e eficiência no setor
A proposta também visa aprimorar a logística do setor, liberando a infraestrutura atualmente utilizada na importação de gasolina e aumentando a eficiência na distribuição de outros derivados de petróleo, como o diesel.
Produção de etanol de milho
A produção de etanol de milho é um pilar fundamental para o crescimento dos biocombustíveis no Brasil. Com uma expectativa de produção de cerca de 9 bilhões de litros, esse tipo de etanol representa mais de 25% do total produzido no país, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).
Destaque do Centro-Oeste
A região Centro-Oeste, especialmente Mato Grosso, se destaca como o maior produtor de etanol de milho do Brasil, concentrando aproximadamente 70% da oferta nacional. Na última safra, a produção no estado alcançou a marca de 5,6 bilhões de litros, com projeções de crescimento considerável nos próximos ciclos.
