A Ancord, que representa as corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários no Brasil, está solicitando ao Banco Central que intervenha nas operações de CFD (Contract for Difference) e Forex no país. O presidente da associação, Rafael Furlanetti, classificou essas plataformas como o "tigrinho do mercado de capitais", destacando os riscos associados a elas.

A demanda foi formalizada em uma reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na última sexta-feira (22). Segundo Furlanetti, o cenário atual é de total descontrole, o que torna a fiscalização mais urgente em face do crescente número de reclamações e denúncias recebidas.

Para lidar com a situação, a Ancord planeja a formação de um grupo de trabalho que criará um documento com propostas que serão enviadas ao Banco Central, ao Ministério da Fazenda, à Receita Federal e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A associação busca uma ação coordenada para enfrentar a expansão das plataformas irregulares.

É importante ressaltar que, embora os CFDs não possam ser oferecidos por corretoras brasileiras, eles ainda são acessíveis através de plataformas internacionais. Furlanetti estima que cerca de metade dos investidores brasileiros esteja operando no Forex, o que ele considera uma prática irresponsável e sem controle adequado.