O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou nesta terça-feira, 26, que a proposta do governo para extinguir a jornada de trabalho de 6×1 não está vinculada às eleições. Ele comentou sobre a situação após visitar uma concessionária de carros elétricos em Brasília, onde conheceu um novo modelo de automóvel que será incluído em um programa de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas.
Posicionamento sobre a jornada de trabalho
De acordo com Alckmin, a Câmara dos Deputados alcançou um entendimento favorável ao iniciar a transição para a diminuição da jornada, conforme o texto que foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na segunda-feira. O vice-presidente ressaltou que a redução da carga horária é uma tendência observada mundialmente e não deve ser vista como uma manobra política.
Histórico e tendências
“Na realidade, isso não tem relação especificamente com eleição. Há uma tendência mundial de redução de jornada de trabalho. Eu fui constituinte em 1988 e a jornada veio para 44 horas, estamos falando de 38 anos depois. Há uma tendência global de ter uma redução de jornada”, afirmou Alckmin.
A Proposta de Emenda Constitucional
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa diminuir a jornada de 44 para 40 horas semanais teve seu relatório lido na última segunda-feira, mas sua votação foi adiada devido a um pedido de vistas. O vice-presidente elogiou o texto da proposta, que prevê uma transição mais gradual, com a redução inicial para 42 horas, chegando às 40 horas apenas em 2027.
Visão sobre a medida
Alckmin comentou: “Eu acho que é uma medida correta e que foi feito um bom entendimento. Nós vamos implantar metade, duas horas agora, e redução de outras duas daqui um ano. Eu acho que é um bom entendimento”, finalizou, reforçando a importância da proposta para a modernização das relações de trabalho no país.
