O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, reacendeu a polêmica com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao afirmar que nunca teve uma relação próxima com o parlamentar. Em declarações recentes, Zema criticou publicamente a conexão de Flávio com Daniel Vorcaro, um banqueiro envolvido em escândalos.
Críticas à relação com Vorcaro
Durante uma entrevista, Zema afirmou: “Não concordo com quem lida com esse banqueiro que mostrou ser um grande bandido. Não posso aplaudir ninguém que se aproximou dele.” O ex-governador se referia ao caso conhecido como Dark Horse, onde um áudio vazado mostra Flávio solicitando dinheiro a Vorcaro.
Encontro inicial e a união temporária
Apesar de suas críticas, Zema e Flávio Bolsonaro estiveram juntos em um evento do setor pecuário em Belo Horizonte, em junho. Na ocasião, eles compartilharam o palco e brindaram juntos, o que levou Zema a afirmar que “a direita está mais unida do que nunca”. Esse evento foi o primeiro após Zema classificar o caso Dark Horse como “imperdoável”.
Retorno às críticas
No entanto, essa aparente união foi de curta duração. Apenas dez dias depois do evento, Zema voltou a criticar Flávio durante uma entrevista ao canal Brasil Paralelo, afirmando: “Teria como eu aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido do Brasil?”
Reações no campo bolsonarista
As declarações de Zema provocaram reações imediatas entre apoiadores de Bolsonaro. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro utilizou a plataforma X para defender seu irmão e sugerir um rompimento com o partido Novo, evidenciando a tensão crescente entre os grupos.
Ameaças internas ao Partido Novo
A situação também repercutiu dentro do próprio partido de Zema. O diretório estadual do Novo em Santa Catarina decidiu retirar o convite para que Zema participasse do 7º Encontro Estadual do partido, agendado para 4 de julho em Joinville. Além disso, advertiu que poderia se opor à sua indicação caso não houvesse uma “mudança drástica e imediata” na equipe de comunicação de sua campanha.
