O varejo farmacêutico brasileiro apresentou um desempenho sólido no último trimestre e deve continuar a se beneficiar de fatores positivos a longo prazo. Em um recente relatório, o Santander destacou que o setor está em uma fase atrativa, com valuations que estão abaixo das médias históricas e vários vetores estruturais favoráveis se alinhando.
Recomendações de compra
Com essa perspectiva otimista, o banco revisou suas estimativas e reforçou a recomendação de compra para as ações da RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3). As novas projeções de preço-alvo são de R$ 27,00 para RD Saúde, um aumento significativo em relação aos R$ 18,48, e para Pague Menos, que passou de R$ 4,51 para R$ 8,00 ao final do ano.
Resiliência do setor
Os analistas do Santander observam que, ao contrário de muitas categorias de varejo, o consumo farmacêutico tende a ser resiliente durante os ciclos econômicos. Isso resulta em uma demanda estável e recorrente, com baixa elasticidade e um aumento no engajamento dos consumidores com cuidados de saúde.
Fatores de crescimento
Nos últimos anos, o setor se beneficiou do envelhecimento da população e da maior penetração de tratamentos crônicos. O banco também apontou que a crescente adoção de medicamentos GLP-1, especialmente com a introdução de genéricos no mercado nacional, continuará a impulsionar a demanda e aumentar o tíquete médio das compras.
Crescimento da indústria
Entre 2010 e 2025, o varejo farmacêutico brasileiro apresentou uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 13,4%, alcançando aproximadamente R$ 236 bilhões, superando o crescimento nominal do PIB e a maioria das categorias de bens de consumo básico, conforme dados do Santander.
Características atrativas para investidores
O banco ressalta que o setor farmacêutico reúne características que atraem investidores, como padrões de consumo recorrente, demanda defensiva e baixo risco de disrupção. Dentre as empresas analisadas, RD Saúde se destaca como favorita, devido ao seu forte histórico de execução e posicionamento competitivo. Para Pague Menos, a análise também é positiva, com alavancagem operacional e expansão de margens previstas à medida que suas iniciativas progridem.
