No dia 25 de maio, a Assembleia Geral Extraordinária da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) optou por continuar com o indicativo de greve, apesar da normalidade nas aulas da Universidade de Brasília (UnB). A decisão foi tomada em um contexto de impasse nas negociações com o governo federal sobre o pagamento da Unidade de Referência de Preços (URP).
Negociações em andamento
A recente reunião que estabeleceu uma mesa de negociação com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) foi um dos fatores que motivaram a assembleia. O encontro contou com a participação de representantes da AGU, da Reitoria da UnB e do próprio MGI, buscando uma solução para as demandas da categoria.
Embora a ADUnB não tenha definido uma data para a possível paralisação, a continuidade do indicativo de greve sinaliza que os docentes estão prontos para agir a qualquer momento, dependendo da evolução das negociações. Durante a assembleia, Antonio Escrivão expressou descontentamento com a postura do MGI, caracterizando-a como inflexível.
Encaminhamentos da Assembleia
Os participantes da assembleia aprovaram algumas deliberações importantes. A primeira foi a manutenção da Assembleia Permanente, que permite convocar novas reuniões com maior agilidade. Em segundo lugar, a decisão de manter o indicativo de greve, reafirmando a mobilização da categoria diante das negociações em andamento.
Demandas a serem discutidas
Um dos temas centrais nas próximas discussões será a inclusão de novos docentes na folha de pagamento da URP. A Reitoria já havia solicitado ao MGI a inclusão desse benefício, mas o pedido foi negado por questões técnicas. Assim, a ADUnB considera abrir um novo canal de negociação voltado especificamente para esses professores.
Contexto das discussões
A assembleia, que começou às 16h03, foi liderada por Maria Lídia Fernandes, presidente da ADUnB, e outros membros da diretoria. O histórico das negociações foi apresentado por Escrivão, que destacou os desafios enfrentados desde setembro de 2025, quando as discussões começaram. Ele citou tentativas frustradas de mediação junto a órgãos como o TCU e o STF, culminando em decisões unilaterais do MGI.
Crise na categoria
A situação se agravou em maio de 2026, quando os docentes foram surpreendidos com alterações nos contracheques, resultando em uma absorção de até 100% dos reajustes. A Reitoria e o Decanato de Gestão de Pessoas tentaram reverter essa situação, mas a solução foi parcial, gerando instabilidade entre os docentes. A reunião de conciliação realizada em 25 de maio foi um passo para tentar resolver essas questões pendentes.
