A secretária municipal de Educação de Belo Horizonte, Natália Araújo, defendeu nesta segunda-feira (25/5) o encerramento da greve dos professores, que já dura um mês. Ela afirmou que a maioria das reivindicações feitas pela categoria foram atendidas pela prefeitura.
Durante uma coletiva de imprensa, Natália destacou que o movimento não se trata mais de questões salariais, mas sim de uma insatisfação do sindicato, que teme perder filiados diante de mudanças no modelo de contratação de profissionais de apoio a alunos com deficiência.
A secretária explicou que, embora a administração municipal tenha cumprido o acordo firmado no ano passado, com reajustes salariais, a continuidade da greve é vista como uma disputa interna entre entidades sindicais. A prefeitura está propondo a transferência de trabalhadores de uma empresa terceirizada para Organizações da Sociedade Civil, o que geraria resistência entre os profissionais.
Além disso, a prefeitura confirmou que o corte de ponto dos grevistas ocorrerá, justificando que não poderia registrar a presença de quem não esteve em suas atividades. O sindicato, por sua vez, contesta essa decisão, afirmando que a administração tem a obrigação de garantir a reposição das aulas, especialmente na educação infantil.