No dia 25 de maio, uma cerimônia em Barbacena, Minas Gerais, marcou simbolicamente o encerramento das atividades do Hospital Colônia. Apesar disso, a área ainda abriga leitos para atendimentos psiquiátricos agudos, conforme informações oficiais.
Realocação dos sobreviventes
Os últimos 14 sobreviventes do hospital, que foram institucionalizados por décadas, estão sendo transferidos para um lar de acolhimento na zona rural da cidade. O evento contou com a presença de autoridades e profissionais de saúde, que destacaram a importância deste momento para a história do tratamento psiquiátrico no Brasil.
Segundo a psicóloga Lurdes Machado, presidente do Conselho Estadual de Saúde, os leitos ainda em funcionamento são destinados a internações de curta duração para pacientes em crise, encaminhados pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A expectativa é que, em breve, esse serviço também seja regulado e encerrado.
A história do Hospital Colônia é marcada por tragédias e desumanização. Os relatos de sobreviventes e ex-trabalhadores revelam práticas cruéis, como pacientes enviados sem identificação e em condições desumanas. Mesmo com o fechamento simbólico, o legado de sofrimento ainda é sentido por aqueles que viveram nesse sistema.