No último dia 25 de maio, Barbacena viveu um momento marcante na história da saúde mental brasileira com o fechamento do Hospital-Colônia, que funcionou por 115 anos. A transferência dos últimos 14 pacientes para uma residência terapêutica representa um avanço significativo na busca por dignidade e acolhimento no tratamento psiquiátrico.
Um novo começo
O evento contou com a presença de autoridades, incluindo o secretário de Saúde de Minas, Fábio Baccheretti, que ressaltou a importância da luta pela reforma psiquiátrica. A história do hospital é marcada por desafios, com muitos pacientes vivendo em condições desumanas. Agora, eles poderão contar com um atendimento humanizado em um ambiente que prioriza o cuidado e a liberdade.
Os últimos pacientes, que estavam internados há décadas, foram transferidos para uma nova estrutura preparada para proporcionar um tratamento adequado e respeitoso. A presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, Renata Dias, e o diretor do Complexo Hospitalar de Barbacena, Claudinei Emídio Campos, também destacaram a relevância desse marco para o futuro da saúde mental no estado.
Memória e ressignificação
O fechamento do hospital não apenas encerra um capítulo triste, mas simboliza o fim de práticas que isolavam e excluíam os indivíduos da sociedade. Com uma média de 49 anos de internação, muitos pacientes experimentaram um sistema que os marginalizou. O ato de fechamento, representado pelo trancamento simbólico de uma das portas do hospital, busca resgatar a memória e promover o respeito aos direitos humanos.