O Oriente Médio viveu um dia de intensas tensões e incertezas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou o dia fazendo ameaças de um ataque em larga escala contra o Irã. Em suas declarações, ele prometeu bombardear o país com força e afirmou que tomaria a Ilha de Kharg, um ponto estratégico que concentra cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas.
Em resposta, Mohammad Ghalibaf, um dos principais negociadores do Irã, alertou que "decisões impulsivas e estratégias equivocadas podem piorar a situação", advertindo sobre a possibilidade de um "atoleiro sem fim" em relação ao conflito.
Recuo e Acordo de Paz
Menos de seis horas após as ameaças, Trump fez um recuo significativo, citando progressos nas negociações. Ele anunciou que, após conversas com a alta liderança iraniana, um acordo de paz estava próximo de ser formalizado, com todos os pontos finais já aprovados.
Trump afirmou que o "bloqueio naval permanecerá até que a transação seja finalizada", e prometeu que a data e o local da assinatura do acordo seriam divulgados em breve. Em suas declarações na Casa Branca, ele indicou que o evento poderia ocorrer nos próximos dias, possivelmente na Europa.
Operações Militares em Andamento
Enquanto isso, as forças armadas dos EUA realizaram diversas operações nas imediações do Estreito de Ormuz, incluindo uma missão que teve como alvo um navio petroleiro de Palau, que teria tentado furar o bloqueio carregando petróleo iraniano.
O Ministério de Relações Exteriores do Irã, entretanto, afirmou que ainda não há uma decisão final sobre o acordo e caracterizou as declarações de Trump sobre a assinatura como meras especulações. A situação continua em desenvolvimento, com o mundo aguardando os próximos passos nas negociações.
