No encontro realizado nesta terça-feira (26), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniu com empresários e senadores de oposição para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho. Os empresários expressaram sua preocupação com a proposta, que proíbe a escala de seis dias de trabalho seguidos por um dia de folga, considerando-a prejudicial para o mercado.

Durante a reunião, Alcolumbre se comprometeu a realizar um debate adequado sobre a PEC, mas não estabeleceu um calendário para a votação. Os representantes do setor empresarial criticaram a forma como a proposta está sendo discutida, alegando que a inclusão de uma mudança constitucional engessa as relações de trabalho.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, enfatizou que a proposta deveria ser votada apenas após as eleições, alertando que a iniciativa é uma medida eleitoral e criticando a condução do texto na Câmara dos Deputados. Ele afirmou que a escala de trabalho deve ser uma questão de negociação entre empregadores e empregados.

Enquanto a situação na Câmara dos Deputados é considerada mais controlada pelo governo, há um receio de que Alcolumbre possa atrasar a tramitação da PEC no Senado. A oposição busca apoio para incluir na proposta um novo regime de remuneração baseado em horas trabalhadas, o que pode alterar a discussão sobre a jornada de trabalho no Brasil.