As recentes restrições de tráfego na ponte sobre o Rio das Velhas, localizada no distrito de Barra do Guaicuí, entre Várzea da Palma e Pirapora, têm causado sérios transtornos para caminhoneiros, agricultores e empresários locais. Desde a última quinta-feira, 11 de junho, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) limitou a passagem apenas a veículos com até 10 toneladas.
Impacto no Transporte
A mudança foi implementada após a identificação de uma "redução progressiva da rigidez da estrutura" e um "acúmulo acelerado de danos". Motoristas como Alberto Campanholi já sentiram o impacto durante suas rotas, sendo obrigados a alterar o trajeto mesmo sem carga, já que seu caminhão ultrapassava o novo limite.
Rotas Alternativas e Acidentes
Caminhoneiros relatam que as rotas alternativas são em muitas ocasiões precárias. Adilson Rezende compartilhou sua experiência negativa ao transportar abóboras, onde seu caminhão tombou devido a uma estrada em péssimas condições. Ele lamentou o prejuízo significativo, não apenas para ele, mas também para o produtor rural.
Preocupações dos Produtores Rurais
Produtores rurais, como João Alves da Fonseca, expressaram sua preocupação com a situação, afirmando que a restrição atual inviabiliza a entrada de insumos e a saída de sua produção para mercados como São Paulo e o Norte do Paraná. A dependência da ponte é crítica, já que 95% dos insumos e quase toda a produção passam por ali.
Dificuldades Logísticas e Empresariais
Rubens Minami, da Associação dos Usuários do Projeto Pirapora, destacou que cerca de 1.200 trabalhadores estão sendo impactados, enfrentando dificuldades para acessar seus locais de trabalho. Além disso, empresas localizadas às margens da BR-365 relatam queda no fluxo de clientes e aumento nos custos operacionais.
Medidas do DNIT
O DNIT informou que a situação de emergência foi decretada e que novas análises estão sendo realizadas para definir a melhor solução estrutural para a ponte. As novas medidas incluem a operação de pare e siga, com proibição de veículos acima de 10 toneladas e a restrição de aglomerações sobre a ponte.
Além disso, o DNIT está considerando a contratação de balsas como uma alternativa para garantir a mobilidade na região durante o período de restrições, que deverão durar pelo menos 30 dias enquanto a situação é monitorada.
